sábado, 31 de maio de 2014

Razão versus Emoção

O Dilema do Bonde
 Muito estudado por Psicólogos, Neurocientistas e Estudiosos do Comportamento Humano, o Dilema do Bonde é o título de uma experiência do pensamento ético, originalmente desenvolvido pela Filósofa Britânica Philippa Foot que nos coloca em um processo decisório frente a dois cenários distintos.

1° Cenário
Um bonde desce os trilhos descontrolado. À frente estão cinco trabalhadores, que serão atingidos e mortos, caso não seja feito nada a respeito. Há uma possibilidade: Você percebe que, ao seu lado, há uma alavanca que, se acionada, mudará a direção dos trilhos, consequentemente, do bonde. Neste trilho lateral há apenas um trabalhador que será morto. O que você faz? O que você acha moralmente correto? Puxar a alavanca, mudar o bonde de trilho e matar apenas uma pessoa ou deixar o bonde descer e matar cinco?
A decisão precisa ser tomada em segundos...

2° Cenário
Imagine este mesmo bonde descontrolado e os cinco trabalhadores à frente. No entanto, você está em uma passarela que atravessa os trilhos. Não há alavanca por perto e a única alternativa é bloquear os trilhos com algo que freie o bonde. Sua única opção é empurrar, para fora da ponte, um homem com sobrepeso que também está na passarela. Essa atitude iria matar o homem, mas salvaria cinco vidas.
Você o empurraria? Você considera moralmente correto jogar o homem nos trilhos do trem? Matá-lo para salvar cinco vidas?
Lembre-se, a decisão precisa ser tomada em segundos...

Em uma pesquisa realizada pelo Biólogo e Antropólogo Marc D. Houser, 85% das pessoas entrevistadas puxariam a alavanca no primeiro cenário, mas somente 12% empurrariam o homem da ponte.

Mas qual a diferença entre o primeiro e o segundo cenário?

Moralmente, o resultado é o mesmo nos dois dilemas, uma pessoa é sacrificada para salvar cinco. A diferença está na perspectiva. No primeiro cenário você reduz o número de vítimas, age de forma racional, no segundo, você está se vendo como atuante, há questões emocionais envolvidas.

Não existe certo ou errado. Razão e emoção não são antagônicos. É possível, sim, conciliar e tomar decisões mais assertivas. Muitas vezes, mudando de perspectiva, alteramos também a solução para os nossos problemas.



4 comentários :

  1. Muito bacana esse texto! Já compartilhei com os meus amigos no Facebook!

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    1. Que bom Andreia, fico feliz! Continue nos acompanhando que sempre teremos postagens novas!

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  2. Muito interessante essa reflexão!
    A mente fica confusa por alguns instantes ao pensar na situação.

    A todo instante tomamos decisões racionais e emocionais, as vezes é complicado manter a harmonia adequada.
    abraço!

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    1. É verdade Gledson, por isso a reflexão é tão importante.
      Grata pela interação!
      Abraço

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