quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Estresse x Fibromialgia

Você já se imaginou com dores ininterruptas?
Dores que só mudam de intensidade, lugar ou formato?
Pois é, não tem como não se estressar. Os fibromiálgicos aprendem a conviver com a dor e com outros tantos sintomas.
Mas a que preço?
Remédios, repouso, depressão, e lógico, estresse!
O estresse é qualquer coisa que nos tira da zona de conforto. E convenhamos, dores é uma super-razão para nos sentirmos ameaçados.
Nosso corpo, então, se prepara para sobreviver; diversas reações químicas e fisiológicas são desencadeadas. Frequência cardíaca acelera, ritmo respiratório aumenta e a pressão sanguínea sobe. Rapidamente já estamos prontos para fugir ou lutar!
Mas...
Nem sempre nosso corpo percebe se essa ameaça é real.
A reação será a mesma se um ônibus estiver à nossa frente quase nos atropelando, ou com apenas um fechamento de carro de um motorista imprudente.
E...
Como nossa vida atual é cheia de horários, correria e pressão, é como se estivéssemos em constante estado de alerta. E as reações que seriam para nos proteger, se tornam crônicas, constantes.
O que fazer então?
Nós podemos controlar a maneira como percebemos e reagimos a essas situações externas.
No trânsito, por exemplo, quando um motorista imprudente faz uma “barbeiragem”, é você quem está criando o estresse e não ele.
Se reagir de forma distinta, com calma e tranquilidade, seu corpo também reagirá diferente.
A reação ao estresse pode ser ainda pior para quem tem Fibromialgia, pois o estresse gera tensão, os músculos se contraem e, consequentemente, as dores pioram.

Ciclo da dor em Fibromialgia

Muitas das características da Fibromialgia, como função física prejudicada, dor crônica e um futuro incerto, são agentes causadores de estresse explica o Dr. Milton Hammerly.
De acordo com o médico, um estudo recente revelou que 63% das pessoas com Fibromialgia sentem que o estresse influencia negativamente seus sintomas e o desenvolvimento da sua doença.
Algumas técnicas foram listadas por ele para a pessoa manter o estresse controlado:
·       Reconhecer os sinais particulares do estresse no seu corpo, pois cada resposta crônica de estresse individual pode provocar outros problemas específicos;
·       Identificar situações e pessoas que desencadeiam a sua reação ao estresse e evitá-los;
·       Não gastar energia tentando mudar pessoas ou situações sobre os quais você não tem controle. Tente aceitar e administrar o que não pode ser mudado, “algumas vezes, assumir o controle significa deixar para lá”;
·       Seja flexível;
·     Diminua suas expectativas e seus padrões, delegue funções, use roupas confortáveis, arrume a casa em outro momento;
·       Reserve um tempo para relaxar, um momento só seu!
·       Utilize um hobby como válvula de escape;
·       Vá com calma. Estabeleça prioridades. Não tenha pressa!
·       Simplifique. Crie formas de realizar as tarefas com mais eficiência;
·       Experimente terapias para o corpo e para a mente.

A EFT tem ótimos resultados com estresse e dores crônicas.
É possível diminuir o estresse, pois muitas vezes ele está relacionado com as suas expectativas e sua forma de encarar a vida. Diminuindo o estresse, consequentemente, suas dores também diminuirão, pois você estará mais relaxado e com os músculos menos contraídos.
Aprender a conviver com a Fibromialgia é imprescindível para melhorar sua qualidade de vida e a EFT pode ajudar nesse processo.

Baseado no livro de Milton Hammerly - Fibromialgia. Uma nova abordagem integrativa 


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