terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Buscando inspiração, mais uma vez, em Fernando Pessoa...

Não sei quantas almas tenho

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu?”
Deus sabe, porque o escreveu.


A questão da identidade vem à tona... Quem sou eu?
Mudamos com o passar do tempo, com nossas experiências, com o convívio com as pessoas, com nossos erros e acertos. É um movimento contínuo, de aprendizado e comprometimento.
Lamentar o passado não adianta. Ansiar pelo futuro também não. É no presente que teremos respostas.
Com a EFT, ressignificamos lembranças, mudamos a perspectiva e seguimos em frente com mais coragem e paz.
Assim como Fernando Pessoa, lemos as páginas de nossa própria vida e tentamos entender nossos sentimentos e recordações, buscando nos identificar em nossas próprias atitudes.
Experimente!







2 comentários :

  1. Grande artigo inspirado no grande Senhor Fernando Pessoa.

    Parabéns e sucesso. sempre.

    AAP

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    Respostas
    1. Muito obrigada, António.
      Fernando Pessoa sempre inspira!
      Fique em paz!
      Um abraço,
      Janaina

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