domingo, 25 de janeiro de 2015

A doença como manifestação do subconsciente

Fonte: Courtesy of private collection USA/BBC
Muitas doenças misteriosas ocorreram durante a Primeira Guerra Mundial, tornando-se objeto de estudos no campo da psicanálise.
Entre os soldados alemães e austríacos que haviam sido convocados compulsoriamente pelos governos de seus países, e que consciente ou inconscientemente repudiavam a guerra, no momento em que se viram diante do fogo no campo do combate, repentinamente uns ficaram cegos, outros surdos e outros com os membros paralisados. Assim, muitos apresentaram sintomas de doenças neurológicas.
Não eram, absolutamente, doenças simuladas; e apareciam sem que o portador tivesse conhecimento exato da causa em seu consciente. Foi um artifício do subconsciente que sabia que um soldado poderia ser dispensado de participar do combate, se fosse portador desses males.
O tratamento mais eficaz foi intimidá-los com um fuzil, ameaçando-os de morte. O subconsciente desses soldados curou-os da doença, porque deduziu que seria mais seguro ir para o campo de batalha do que ser condenado à morte por fuzilamento. Mas, quando forçados a lutar, os sintomas neurológicos – que haviam desaparecido com o tratamento de fuzilamento simulado – voltaram com gravidade ainda maior. Alguns definhavam sem ao menos conseguirem alimentar-se, outros deliravam e outros entraram em coma, como se estivessem realmente mortos. Já não eram simples pacientes histéricos.
Segundo a medicina, estavam em estado muito avançado de demência precoce e ainda não existia cura para esse mal. E de nada adiantaria ameaçar uma pessoa em estado de coma, apontando-lhe o cano de um fuzil.
O subconsciente arquiteta planos tão eficazes que, dessa forma, conseguiu finalmente satisfazer o propósito de não ir para o campo de batalha. Entretanto, com o término da guerra, quando não tinham mais necessidade de continuar doentes, os portadores desse tipo de doença se curaram totalmente.

Analisamos fatos relacionados com a doença no caso acima, mas as demais infelicidades da vida também surgem de relações semelhantes que servem como uma espécie de autodefesa.

Fonte: Livro de Masaharu Taniguchi, A verdade da Vida, vol.1.

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