sábado, 16 de maio de 2015

Online ou presencial?

Um estudo realizado por uma parceria entre a Universidade de Zurique, na Suíça, e a Universidade de Leipzig, na Alemanha, revelou que o efeito de psicoterapias realizadas pela internet podem ser tão ou mais benéfico que o acompanhamento psicológico presencial tradicional. O estudo não encontrou diferença significante nos resultados da terapia tradicional e da terapia online, e ambos os grupos participantes do estudo ficaram satisfeitos com o tratamento que receberam.
Entre os 62 pacientes analisados, metade participou de terapia em consultório, com tarefas de casa como fazer um diário de seus pensamentos negativos, enquanto a outra metade foi assistida via internet, escrevendo cartas sobre seus sentimentos e recebendo feedback do terapeuta através de texto – nada de vídeo conferência ou chat ao vivo.
Depois de 8 semanas, a depressão já não era diagnosticável em 50% dos pacientes tratados ao vivo e em 53% dos tratados online. Após 3 meses do início do tratamento, os pesquisadores também notaram que o tratamento online era mais duradouro do que o método tradicional – 57% dos pacientes tratados pela web mantiveram o quadro de melhora, contra apenas 42% no grupo que fez a terapia convencional.
Os estudiosos especulam que a intervenção via web teria mais foco na autodisciplina, o que evocaria no paciente a responsabilidade de controlar sozinho seus maus pensamentos e evitar o comportamento depressivo. Além disso, pacientes que receberam o tratamento tradicional pioraram após deixarem a terapia, apresentando novamente alguns sintomas depressivos, enquanto que os indivíduos que tiveram o tratamento online estavam mais propensos a manter a redução dos sintomas associados com o tratamento.
Entretanto, o anonimato que pode aproximar as pessoas da terapia online também pode se tornar um problema. Mais participantes do grupo online desistiram da terapia quando comparados ao grupo da terapia tradicional – sete desistentes contra dois, respectivamente. Os pesquisadores apontaram que o anonimato da relação terapêutica online pode facilitar as desistências dos pacientes, que simplesmente não se conectam mais a internet e passam a não responder mais à terapia.
Fonte: Redepsi


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