segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Por que fazer EFT com um profissional?

Já se perguntou por que faria EFT com um terapeuta se a técnica lhe permite autoaplicação?
Este artigo foi baseado em um texto de Emma Roberts postado no site do Gary Craig.
Qual é a necessidade de um profissional? Por que gastar o dinheiro? 
Principalmente, o papel de um terapeuta é ser um facilitador para o trabalho de cura, é dar segurança ao trabalho.
EFT é, realmente, uma poderosa ferramenta de autoajuda incrível e eficaz e é possível obter mudanças extraordinárias, mesmo com o conhecimento mais básico e com pouca ou nenhuma compreensão da ‘ciência’ existente por trás dela.
No entanto, há momentos em que a EFT parece não funcionar, você só chega a determinado ponto e não evolui. Este é o momento onde o praticante vem, quando está preso a uma determinada situação.
É da natureza humana não 'ir até lá' se é considerado muito desconfortável, isso ocorre de forma consciente ou até mesmo inconsciente.
Estamos acostumados a reprimir nossos pensamentos e emoções negativas. Ora, a resposta mais habitual para a pergunta "Como você está? Não é, 'estou bem’? Quantas vezes isso é verdade? 
Empurrar o negativo para longe não funciona a longo prazo, é uma medida temporária, uma abordagem estilo ‘band-aid’. Em algum momento, a mente inconsciente vai chamar nossa atenção para isso de alguma outra maneira, seja através de dores físicas e/ou emocionais como depressão, ansiedade ou outras questões. 
Com a EFT nós temos maneiras de resolver com cuidado, mudando os sintomas gerais, de forma sistemática e relativamente indolor. E, muitas vezes, podemos fazer isso por nós mesmos. Porém, em algum momento, as defesas inconscientes podem vazar - algo acontece e nós somos forçados a confrontar a nossa realidade. Este é o lugar onde o terapeuta entra - para criar uma estratégia para o cliente, um caminho para ele seguir, para clarificar e simplificar o seu trabalho e para apoiar e orientá-lo, se necessário.
Vejo o papel do terapeuta como capaz de manter um espaço seguro para o cliente explorar áreas que sua mente inconsciente pode não lhes permitir acessar por conta própria.
Na minha prática, eu vejo diversos clientes com histórias de abuso sexual grave. Muitas vezes, eles podem ter enterrado essas lembranças por anos. Eles sabem que aconteceu, mas a história está fora de seu campo de pensamento atual. Então, algo acontece e desencadeia a memória, obrigando-os a reconhecê-la. Esse ‘algo’ que acontece pode, muitas vezes, ser imperceptível, talvez, um olhar no rosto de alguém, um tom de voz, um sentimento. Neste caso, fazer EFT por conta própria é, na minha opinião, pelo menos desaconselhável, e em alguns casos, possivelmente perigoso. 
O nosso papel é, também, manter o cliente focado, ser uma espécie de guia, apoiando, mas deixando livre para ele se mover em seu caminho.
EFT parece ser uma via rápida de mudanças e insights cognitivos, o que dificulta nosso reconhecimento dessas alterações. Muitas vezes não notamos e amigos e familiares é que percebem as mudanças. O profissional pode ajudá-lo a reconhecer essas alterações.

Experimente!

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